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Faz tanto tempo.

Faz tanto tempo que isso não me acontece, faz tempo que eu estou bem, no meu canto, mas de repente isso tudo vem. E vem como um tiroteio de sementes de melancia, querendo ocupar o meu espaço-tempo, querendo roubar meu pensamento. 
Te esqueço, até lembrar do seu olhar de relance, um canto de olho. Murmúrios pra lá, murmúrios pra cá. Tudo se tornou doce. Um doce. Amargo. Porque sei que quando não estou olhando você está, e quando olho torço para você virar.
Desvio o olhar, e percebo, percebo até demais que há mais. Um, dois, três, quatro, cinco, seis? Não quero continuar. Me sinto uma alma desesperada e solitária, procurando por um alguém. Mas quem? Não é uma ilusão, é recíproco, mas por que fica apenas no campo da visão? Quando não te encontro, quando não te enxergo, sinto aquela sensação de vazio, como quando esquecemos um livro na casa do tio. No final do dia quando estou desesperada para enxergar algo mesmo que seja por dois segundo e acho, meu coração se afrouxa, como uma trouxa, que é o que so…

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